Cultura Itaguaí: Por qual motivo a CULTURA foi tão desprestigiada pela atual administração municipal?

Casa de Cultura, espaço inadequado com puxadinho sem vergonha...
...nossa cultura merece lugar maior e adequado.

Quando iniciamos uma rápida retrospectiva, nesses quase oito (8) anos de governo, a cultura, de um modo geral, não recebeu o devido cuidado. Em qualquer campo relacionado a esse tema, a Prefeitura de Itaguaí deixou a desejar. Em todos os campos das artes, seja na manutenção do patrimônio tombado e histórico ou mesmo no incentivo e apoio aos eventos de cunho social, a prefeitura sempre tratou a cultura como uma prioridade secundária.

Investir em Cultura não significa gastar dinheiro a esmo sem retorno financeiro! Ao ver vídeos de campanha eleitoral, o governo fala muito que quando assumiram o município de Itaguaí, não havia rede escolar, não havia rede de saúde...pois bem, e o que o governo pode falar da Cultura? Com exceção da Casa de Cultura , que é uma estação ferroviária adaptada com um puxadinho, tudo já existia antes do atual governo ter assumido a administração.

Acredito que a atual administração municipal perdeu uma grande oportunidade para investir numa "rede de cultura" na cidade. Estou falando de um Museu, para contar a história da cidade ou mesmo receber uma exposição de artes, ou de uma Escola de Música em um prédio construído para tal, ou mesmo uma escola de teatro de verdade, ou investimentos em uma biblioteca de referência, com aquisição permanente de novos títulos.

Algo que talvez ainda não foi pensado é sobre o real papel do programa EDUCAR+ no incentivo e descoberta de novos talentos para a cidade. Para os que não conhecem, esse programa é parte do programa de ensino integral das escolas públicas. De manhã, o aluno estuda normalmente e a tarde, os alunos ingressam em oficinas como de artesanato, teatro e música. Assim os alunos, pelo menos teoricamente, seriam despertados para novas aprendizagens.

O que ocorre hoje nas escolas onde existem o programa EDUCAR+ é que o trabalho desenvolvido nessas atividades (principalmente música, teatro e artesanato) não está servindo para a descoberta de novos talentos, simplesmente são atividades propostas para entreter os alunos até o horário da saída escolar. Se por ventura aparecer novos talentos nas unidades da rede escolar, simplesmente não há procedimentos para dar assistência com encaminhamentos para centro de referência.

Ou seja, o talento se perde dentro do programa EDUCAR+ ! Países desenvolvidos e outros não tão desenvolvidos adotaram métodos para selecionar os alunos de acordo com suas habilidades. Hoje, falta a nossa cidade uma escola de artes de referência, para os alunos da rede que mais se destacam. Cabe lembrar que as oficinas de teatro existem a anos nas escolas, porém nunca vi um festival com a participação desses alunos ou um encontro de oficinas de teatro.

O mesmo vale para as outras oficinas! Uma prefeitura que não tem um plano para incentivar a prática cultural desde a escola, dificilmente terá um programa para incentivar a prática cultural como um todo.O fato é que a prefeitura simplesmente viu a questão "CULTURA" como um assunto secundário, sem importância, tratada como extensão da secretaria de educação, triste isso, nossa cidade podia mais, perdemos oito (8) anos, infelizmente. 

Prof. Danilo Aguiar

2 comentários:


  1. 30 de Agosto
    A AFAS (ASS.FRATERNA AMIGOS DA SABEDORIA)PROPOE,SOB PRESIDENCIA DO GIOVANI L. VELASCO.
    Reuniu com diversos segmentos culturais, apreensivos quanto aos destinos da cultura EM ITAGUAI, nealizaram FORUM INFORMAL DE CULTURA. encontro p
    ara refletir democraticamente sobre questões pertinentes, buscar saídas e encaminhar sugestões. Algumas questões pontuais que vão abaixo elencadas:

    Considerando:


    1. Que o Patrimônio Cultural de nosso povo não tem recebido a devida atenção das autoridades públicas, ferindo princípios constitucionais;

    2. Que a produção cultural ora tem sido vista como atividade de lazer, ora como fonte de renda das camadas carentes da população, sem projetos que façam crescer a consciência crítica sobre a cultura como fator de desenvolvimento de nosso povo;

    3. A falta de espaços culturais públicos adequados ao desenvolvimento de atividades cênicas, circenses, conferências e grandes eventos;

    4. Que a cultura tem sido vista pelos segmentos dominantes e elitizados da sociedade como privilégio dos mais ricos;

    5. Que a cultura é um instrumento vivo da realização do cidadão como membro de uma comunidade;

    6. Que o folclore (dança, folguedos e músicas) reúne manifestações profundas dos sentimentos dos diversos povos que ocuparam esta região e que por falta de apoio das diversas Secretarias de Cultura, encontra-se em processo de extinção;

    7. Que o Patrimônio Histórico ao longo das últimas décadas deste século foi destruído sem que houvesse interesse em preservá-lo;

    8. Que as fontes da história, entre elas, a escrita, a fotográfica, a arqueológica, a etnográfica e a antropológica, vêm sofrendo um processo de destruição, sem que a elas tenhamos acesso, seja por falta de pesquisa, seja por falta de divulgação, quer do Poder Público ou da iniciativa privada, já que é do Estado o dever constitucional de garantir o seu acesso e a sua preservação;

    9. Que as políticas públicas em nível Federal, Estadual e Municipal, pouco têm feito no sentido de garantir a preservação e o acesso ao pouco que restou;

    10. Que não se justificam tais entendimentos, haja vista ser a história uma ciência importante na formação de conteúdos para o adequado planejamento e desenvolvimento de projetos, numa Baixada que desponta como região promissora do Estado com conseqüência do crescimento do espaço urbano e econômico e, por que não dizer, de decisão política;

    11. Que o grande patrimônio natural e ecológico como as serras , as florestas nativas, os manguezais, os rios, o solo, sofreram ao longo da ocupação uma ação predatória e irresponsável.

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  2. GIOVANI VELASCO-AFAS21 de setembro de 2012 21:46

    : A AFAS (ASS. FRATERNA AMIGOS DA SABEDORIA)
    Neste sentido propõe,

    1. Que o conteúdo da história, da cultura e da geografia da Itaguaí seja incluído como conteúdo obrigatório nas Escolas do Ensino Fundamental, nas 4ª, 5ª e 6ª séries, em todo o município. Com este objetivo recomenda-se sejam feita gestões junto aos conselhos municipais de educação, já em funcionamento, e junto ao Conselho Estadual
    de Educação;

    2. Implantação, com caráter deliberativo, do Conselho Municipal de Cultura no Município;

    3. Desmembrar a Cultura da Educação, dando status de Secretaria, no município que ainda não foi desmembrada;

    4. Criação do Curso de Produção Cultural, de preferência em nível superior (extensão, graduação ou pós-graduação);

    5. Assento no Conselho Estadual de Cultura de dois membros da região da Costa Verde, sendo um institucional e outro da comunidade;

    6. Que seja procedido em cada município o levantamento histórico, cultural e patrimonial, dentro de um processo de tombamento e conservação;

    7. Que seja criada em cada município Comissão com o objetivo de levantamento, tombamento e preservação do Patrimônio Histórico e Cultural, incentivando a iniciativa privada a participar deste processo, visando a desenvolver o turismo histórico na região.

    8. Em caráter de urgência sejam destinadas verbas para recuperação dos seguintes Patrimônios Históricos Arquitetônicos, que se acha em estado precário:

    9. Que seja criada na Secretaria de Desenvolvimento de educação e cultura um Departamento de Patrimônio Histórico, com vistas ao Centro de Referência Histórica ou mesmo ao Museu de Itaguaí, que seja dinâmico, capaz de produzir todo o referencial de cidadania àqueles que aqui se fixaram ao longo dos séculos (Portugueses, Espanhóis, Italianos, Alemães, Judeus, Árabes, Sírio Libanês, Japonês, Afro e Indígena e outros, além de gente de todas as regiões do Brasil).

    10. Que sejam feitas pela Prefeitura da região campanhas de doações para formação do acervo histórico, nas suas diversas fontes. Assim também, campanhas educativas de preservação do Patrimônio Histórico nas Escolas e na Sociedade.

    11. Criação de Bibliotecas Públicas de porte em cada bairro de Itaguaí, de fácil acesso a todos os munícipes;

    12. Fortalecimento no município das feiras e dos espaços dedicados ao artesanato como fonte de produção cultural;
    13. Criação no âmbito das Secretarias de Cultura de um Departamento dedicado ao Folclore Nacional e Regional, com intercâmbio entre os diversos grupos da Região e dos demais Estados da Federação;

    14. Que a Prefeitura do Município de Itaguaí garanta efetivamente nas dotações orçamentárias um percentual mínimo de 3% para o desenvolvimento de Projetos Culturais, e que os mesmos sejam definidos pelas comunidades;

    15. Criação do Consórcio Intermunicipal de Cultura, entre municípios que possuem identidade geográfica e de comunicação, que facilite os acessos, objetivando a criação de multiespaços culturais, visando ao desenvolvimento de megaprojetos;

    16. Que as Universidades e Faculdades da Baixada motivem os seus alunos dos cursos de graduação e pós-graduação e nas diferentes áreas de conhecimento, a pesquisarem sobre a realidade da Região da Costa Verde;

    17. Que o setor público efetive concretamente o seu apoio na produção literária e científica;

    18. Que seja incentivado o setor privado a apoiar as atividades de caráter cultural;

    19. Conscientização do 3º setor (das ONGs) no sentido de desenvolver projetos independentes do setor público, entendendo-se que a cultura não pode esperar somente do Poder Público, ou a ele ficar atrelada;

    20. Criação, no município, de leis que venham a incentivar a cultura;

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